Você faz tudo pelo seu filho?


Recebo pessoas no consultório extremamente inseguras e com dificuldade em confiar em sua capacidade de fazer e resolver coisas. Quando começamos a investigar seus históricos familiares, percebemos que havia uma superproteção ou por muitas vezes os pais verbalizavam crenças como: “- Você é muito enrolada! Você não sabe fazer nada direito! Você não consegue fazer nada sozinho!” e outras. Essas frases ditas por pessoas que têm forte ligação de cuidado, ficam gravadas e fazem a pessoa crescer duvidando da sua capacidade e inseguras.

Todo o desenvolvimento de uma pessoa é em busca de autonomia. Nascemos sem saber nos expressar, comer, nos cuidar. Em cada fase do desenvolvimento alcançamos alguma autonomia. Na fase adulta, espera-se que a pessoa saiba cuidar de sua vida pessoal, profissional, social, financeira, afetiva e tomar decisões por si. Quando uma criança expressa o desejo de ajudar os pais em alguma tarefa, deve ser motivada a fazer, óbvio dentro daquilo que na idade dela consiga fazer e não a coloque em risco.

Quando a criança começa a conhecer outros indivíduos, com atitudes, valores e costumes diferentes da sua família, normalmente quando começam a frequentar a escola, acham diferente, estranho e algumas famílias passam a mensagem explícita ou implícita a criança de que as pessoas de fora são perigosas e indignas de confiança. Os pais devem informar, ensinar e orientar os filhos e acreditarem no trabalho que fazem, crendo que a criança é capaz de aprender, entender e dentro de seu pequeno universo começar a observar e perguntar coisas, que devem ser respondidas pelos pais com coerência dentro de seus valores, atitudes e falas. As crianças sentem-se inseguras com pais que fazem uma coisa e dizem outra, mostra inconsistência e a criança percebe. Criança percebe as coisas ao seu redor, ainda que não tenham discernimento suficiente para entender totalmente a complexidade de uma situação, mas observam a incoerência e inconsistência dos adultos. Você quer filhos que sejam seguros, independentes, com bons relacionamentos interpessoais? Ensine e creia no que você está ensinando, mas preocupe-se também de exemplificar o que fala, pois isso mostra coerência e a criança sente-se protegida e segura.

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